
Os vereadores aliados do prefeito de Palmas, Eduardo Siqueira Campos (Podemos), ocuparam a tribuna da Câmara Municipal na manhã desta terça-feira (28) para rebater as críticas feitas pela ex-prefeita Cinthia Ribeiro (PSDB) nas redes sociais. O tom foi de defesa ao atual gestor e de contestação à tucana, que governou a capital até o fim de 2024.
Na segunda-feira (27), Cinthia reagiu à notícia de que a Prefeitura quitou um débito de R$ 2,5 milhões referente ao antigo contrato de concessão do Sistema Integrado de Transporte (SIT). Em publicação nas redes sociais, ela ironizou o discurso da nova administração, que tem atribuído parte dos problemas à gestão anterior.
“Já se passaram 10 meses e tudo que escuto até aqui é: ‘a culpa é da prefeita Cinthia’. Até quando? Não te elegi para choramingar ou fabricar desculpas”, escreveu a ex-prefeita.
As declarações geraram forte repercussão na Câmara. Vereadores da base de Eduardo — inclusive os três do PSDB, partido presidido por Cinthia no Tocantins — saíram em defesa do prefeito.
O primeiro a se pronunciar foi Carlos Amastha (PSB), que considerou a fala da ex-prefeita “prepotente”.
“Primeiro, ela não elegeu coisa nenhuma. O voto no segundo turno não teve nenhuma participação dela. Foi um voto anti-Janad”, disse Amastha, em referência à então candidata Janad Valcari (PL).
“Quem elegeu o prefeito Eduardo Siqueira Campos foi o povo de Palmas. Esse ‘elegi’ foi de uma prepotência tremenda”, completou.
Outros vereadores reforçaram o discurso de defesa, afirmando que a atual gestão trabalha para reorganizar as finanças e resolver pendências deixadas pela administração anterior.
O embate público entre Eduardo Siqueira Campos e Cinthia Ribeiro escancara o rompimento político entre os dois. Embora Cinthia tenha declarado apoio a Eduardo no segundo turno das eleições de 2024, a relação se deteriorou rapidamente.
Desde o início do mandato, o prefeito tem atribuído parte das dificuldades administrativas a contratos e dívidas herdadas, o que vem irritando a ex-prefeita. Nos bastidores, aliados admitem que o distanciamento é irreversível — e que as trocas de farpas nas redes e na tribuna devem continuar alimentando o clima tenso na política palmense.
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