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Falta de decisão e distanciamento agravam crise na comunicação pública

Atrasos, baixo orçamento e ausência de diálogo ampliam desgaste entre gestão pública e imprensa profissional

11/04/2026 às 13h57
Por: Redação
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Foto divulgação
Foto divulgação

 

O Diário Oficial de Palmas, publicado na noite desta quinta-feira (9), confirmou a mudança no comando da Secretaria de Comunicação Social (Secom), conforme já vinha sendo ventilado nos bastidores do Paço Municipal. Desde o início da gestão do prefeito Eduardo Siqueira Campos, Élcio Mendes deixa a pasta para dar lugar à jornalista e publicitária Déborah de Miranda Lôbo, que já esteve à frente da Secom entre 2018 e 2019, durante a administração da ex-prefeita Cinthia Ribeiro.

A troca, no entanto, ocorre em meio a um cenário preocupante e cada vez mais evidente: a fragilidade das estruturas de comunicação tanto no âmbito municipal quanto estadual. Com orçamentos reduzidos e sucessivos atrasos nos pagamentos aos veículos de comunicação — incluindo rádios, TVs, portais de notícias e canais digitais —, cresce o clima de insatisfação entre os profissionais da imprensa.

Há relatos de empresas que enfrentam quase um ano de atraso nos repasses, situação que compromete não apenas a sustentabilidade dos veículos, mas também a qualidade e a independência da cobertura jornalística. O resultado é um ambiente de descontentamento generalizado e um progressivo afastamento entre os secretários de comunicação e os profissionais da área.

Além das dificuldades financeiras, outro ponto crítico é a falta de decisão e articulação por parte de gestores da comunicação, o que aprofunda ainda mais a crise. A ausência de uma estratégia clara e de diálogo efetivo com a imprensa profissional evidencia um distanciamento preocupante entre os chefes do Executivo e os canais responsáveis por informar a população.

Esse cenário fragiliza diretamente a comunicação institucional, prejudica a transparência das ações governamentais e compromete a relação de confiança com a sociedade. Sem medidas concretas para reverter esse quadro, a tendência é de agravamento da crise e de maiores prejuízos políticos e administrativos no futuro.

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