
A Prefeitura de Palmas, por meio da Secretaria Municipal de Saúde (Semus), alcançou resultados expressivos no controle do Aedes aegypti em 2025. Após um ano de ações intensificadas de vigilância, visitas domiciliares e educação em saúde, a capital saiu de um cenário de alto risco para um patamar considerado seguro.
No último levantamento de 2024, realizado em dezembro, os números preocupavam: o Índice Predial (IIP) era de 4,7% e o Índice de Breteau (IB) chegava a 5,1%, ambos classificados como alto risco para transmissão de dengue, zika e chikungunya.
Mas os monitoramentos feitos ao longo de 2025 mostram avanço contínuo:
Fevereiro: IIP de 2,0% e IB de 2,2%.
Maio: índices estáveis, com 2,1% em ambos.
Setembro: melhor resultado do ano, com 0,2% nos dois indicadores — nível considerado satisfatório pelo Ministério da Saúde.
Para a analista em Saúde Renata Ribeiro da Silva Braga, responsável pelo monitoramento, a melhora reflete o trabalho diário das equipes. “Esse resultado confirma que estamos no caminho certo. O combate ao Aedes funciona quando há continuidade, planejamento e união entre vigilância, campo e educação em saúde”, destacou.
A secretária municipal da Saúde, Dhieine Caminski, reforça que a queda nos índices é fruto de uma estratégia consistente e da atuação dos profissionais em todas as regiões da cidade. “Menos mosquitos significam menos pessoas expostas à dengue, zika e chikungunya. É um avanço que impacta diretamente a vida da população. Seguimos investindo e monitorando, mas o cuidado dentro de casa continua essencial”, afirmou.
O Índice de Infestação Predial (IIP) mostra a porcentagem de imóveis com presença de larvas do Aedes. Já o Índice de Breteau (IB) indica a quantidade de criadouros encontrados nos locais vistoriados. Ambos servem para medir o risco de transmissão das arboviroses.
Classificação do Ministério da Saúde:
Menos de 1%: situação satisfatória
Entre 1% e 3,9%: alerta
Acima de 3,9%: alto risco
Com o resultado de setembro, Palmas volta ao nível satisfatório e reforça a importância da participação da população para manter os números baixos.
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